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“Hoje me lembrei de você e sorri. Me lembrei dos nossos casos, dos nossos desacatos, dos teus olhos que parecem enxergar além da minha pele, de como ela fica ansiosa quando tu está por perto, como você perto deixa todo o resto do mundo tão longe. Porque você me faz sentir cócegas pelo lado de dentro. Então me lembro de sorri de novo, e ficar tão boba e sem ar com aquele beijo que agente sabe que o destino era a boca. Então me deixo ficar boba, por que minha bobeira é cheia de saudade e cheia de vontade de engoli o ar, engolir a vida e fazer uma vitamina de sentimentos bons dentro de mim. Por que você deixa meu coração tão branquinho que ele parece lençol molhado no varal, e meus olhos ficam vidrados nos teus dentro da nossa zona magnética, e nós nos atraímos como dois imãs, tocar na tua mão provoca faíscas. Porque te encontrar deixa o meu dia florido, e tua voz me causa sorrisos corados, e teu cheiro vai pra casa comigo. Lembrei de todos nossos acasos e pedi uma forcinha pra que ele me deixe em esbarrar em você de novo amanhã.
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“Quando fechei os olhos só desejei com toda a força que tu não tenhas me amado. Isso é a coisa mais estranha que minha boca já disse, mas sim, que suas palavras tenham sido fumaça desmanchando no ar, sem memoria e força, que tudo tenha sido uma brincadeira sem graça. E não há quem não tivesse enxergado que nada daquilo foi de brincadeira pra mim, e que todas minhas palavras foram traço de algo plantado tão mais fundo em mim. Porque pra você deixei todas as portas escancaradas, por que por você faria tudo que fosse preciso, e porque você ouviu aquilo que mais ninguém conseguiu arrancar de mim. De mim, você tirou tudo, tirou meus planos, meus sonhos, meu sorriso, minha vontade de mastigar estrelas; o que você deixou pra mim foi uma caixinha cheia de interrogações e uma ferida inflamada num canto do meu coração. E ela latejou, sim, sangrou, então espero que tua indiferença seja em ti tão indiferente, e que ela não doa, por que em mim, ela foi excruciante. E espero que não visite teus pensamentos em nenhum pedaço do dia, e que não te passe pela cabeça ter de morder a língua pra conter o desejo de perguntar por mim. Da coisa mais bonita que á no mundo e de todo carinho que te dediquei, que todas as coisas que se apagam em não tenham existido em você, e eu sei que tudo isso é pelo avesso, mas depois de ter meu coração pungido por teu punhal, espero com todos os meus cacos que realmente não tenha me amado, por que o meu amor, morreu, e mesmo não te querendo bem, não te quero em nenhuma parte de mim, que não tenha me amado. Porque se um dia, se um dia você me amou, um dia esse amor dentro de você vai te fazer lembrar de cuidar de um coração que não te pertence mais.
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“Eu queria te contar que agora não dói mais. Só que agora não importa tanto o que você vai pensar sobre isso. Queria que você soubesse que já vi nossos filmes milhares de vezes e nem chorei. Ok, chorei. Mas pelo filme, e não por você. Queria que você soubesse que tirei a poeira das nossas músicas, e que as ouço quase todos os dias. Porque elas me faziam mais falta do que você fez. Os nossos lugares não são mais nossos. Eu já voltei lá com outras pessoas, e escrevi lá outras histórias…Eu estou aprendendo a tocar violão. E a primeira música que toquei foi aquela música que era uma espécie de hino pra nós dois. Ela é tão linda…e sim, ela continua sendo muito nossa e lembrando demais você. Mas ainda sim, não dói. Você não pergunta essas coisas, mas sei que gostaria de saber. Porque te conheço. E isso não mudou. Do mesmo jeito que adivinhei as coisas ruins que você aprontaria, eu sei as coisas boas que ficaram aí em você e te fazem lembrar de mim. Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.
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“Você nunca foi sincero com seus sentimentos. Você me torturou todo esse tempo e acabamos em nada.
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“Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras, e planta roseiras
E faz doces. Recomeça!
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“Nada esfriou. Você apenas mudou e deixou de sentir tanto por tantas pessoas. Foi só isso.
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“Sempre me gabei de nunca ter sido usuária de nenhuma droga e nem ao mesmo ter experimentado cigarro ou ter dado trabalho com bebedeiras. Sempre fui saudável além da conta. Até que me caiu a ficha de que ele era pior do que cocaína.
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“Enquanto houver sua voz, a minha não se perderá no vazio. Enquanto houver seu rosto, ele ainda me arrancará sorrisos, e enquanto existirem suas mãos elas ainda irão falar mais sobre mim do que eu, sendo eu mesma, seria capaz de entender. Enquanto seu coração bater o meu terá uma casa e quando chover, eu sei, me abrirá um guarda-chuva, e lembrará aos meus olhos chuvosos, que um arco-íris vem depois. E seguirei sendo uma carta rabiscada as pressas, e nós seremos sempre linhas gastas tentando entender o que agente não entende. Bocas rindo de nós mesmas e nas nossas banalidades, e dos fatos acumulados e partilhados nessa estrada. Bocas que dividem as lágrimas e os segredos, que segredam o amor que se guarda no peito de cada um. E enquanto houvermos nós, juntaremos nossas solidões e não estaremos sozinhas, seremos uma melodia boba no fim de tarde, algumas cervejas, músicas e muitos risos no dia seguinte. Seremos sempre o dia seguinte. Seremos o aqui, em qualquer lugar do mundo, em qualquer distancia no mundo. Seremos o se importar que nunca se deixa, que nunca se esquece. Seremos a mão estendida e o colo quente, nós apenas seremos sem querer mais nada. Por que amar alguém é esconder suas lágrimas pra não desbotar o sorriso do rosto da outra, mesmo sabendo que ela deixaria estragar sua camisa preferida de rímel. É não ter medo de deixa-la voar, mas não conseguir pensar como seria sua vida sem ela. Amar alguém, é abrir o peito, é poder ser o seu jeito mais errado, mais idiota, mais louco e receber um sorriso complacente de volta. É aceitar as esquisitices do outro mais que te irrite. Amar alguém é se deixar ser amada e aceitar receber o tapa, é ouvir o que se precisa e falar, por mais que doa. Amar alguém é querer o melhor pra ela, mesmo que não seja o melhor pra você mesmo. É saber calar, e não ficar quieto, ficar longe e nunca ir embora. É orgulho do outro, é saudade do outro, é paciência com o outro, é ser com outro tão você, que não precise ser ninguém. É xingar e deixar constrangida, e tomar o partido e comprar a briga. É sorrir em expansão do sorriso dela, e ver seu sorriso se estendendo nela. Amar alguém é saber que o outro não é perfeito, mas enxergar a beleza dela, mesmo que ela mesma não enxergue isso. E enquanto puder ser ouvida, continuarei dizendo de toda beleza que há em ti. Amor é conquista e merecimento, é planta molhada, sentimento regado, que suga e que alimenta. Amar alguém é um caminho trilhado, cheio de acertos e erros, cheio de dor e alegrias, cheio de mim e você. E enquanto eu respirar, e até depois disso, te amarei, e não te amo, como homem e mulher, nem como homem, nem como mulher. Apenas te amo, porque te amo com meu coração, e não com meu sexo. E seremos sempre um baú cheio de sonhos e um punhado de esperança, e venceremos cada dia nem que seja pra esperar que o próximo dia seja melhor. Seremos o que ainda não sabemos, iremos aonde nossos caminhos nos levares, garimparemos estrelas, comeremos nuvens, seremos tudo o que quisermos e seremos apenas nós, desde sempre, pra sempre, em todo o tempo que existir.